Técnicos do TCM visitam Centro de Pesquisas do Grupo CCR Notícias

20/04/2018 16:30

Em 19 de abril, assessores técnicos dos gabinetes do conselheiro-presidente João Antonio, do conselheiro vice-presidente Domingos Dissei e do conselheiro Maurício Faria, além de membros do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Técnicas de Pavimentação da Escola de Contas, de auditores da Subsecretaria de Fiscalização e Controle e do chefe de gabinete da Vice-Presidência, Rubens Chammas, fizeram uma visita ao Centro de Pesquisas Rodoviárias do Grupo CCR, que detém, entre outras, a concessão da rodovia Nova Dutra. O objetivo do encontro foi conhecer os laboratórios e ensaios realizados nos laboratórios do Centro, que visam analisar e garantir a qualidade do pavimento e das obras executadas nos 400 quilômetros da Via Dutra, principal rodovia do país, responsável pelo escoamento de 55% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

A engenheira Valéria Faria, coordenadora do Centro de Pesquisas, fez uma exposição sobre os estudos ali realizados e a aplicação de novas soluções tecnológicas resultantes dessas análises, que se estendem da composição da massa asfáltica utilizada à resistência e durabilidade dos materiais empregados na pavimentação. “Contratualmente, 0,25% da receita advinda dos pedágios devem ser anualmente empregadas no desenvolvimento de pesquisas, que visam não apenas uma maior economia de custos, mas a segurança e o conforto dos usuários da rodovia”, afirmou.

Os técnicos do TCM percorreram os laboratórios que compõem o Centro, acompanhados pelo engenheiro civil e pesquisador da CCR, Luís Miguel Gutierrez, que explicou todas as etapas do processo de testes e análises dos materiais utilizados na pavimentação da rodovia e corpos de prova de obras de arte, como viadutos. “No caso de qualquer intervenção feita na via, fazemos uma verificação antes, durante e depois da obra”, esclareceu o engenheiro.

Valéria Faria descreveu ainda quais os elementos que devem ser considerados para realizar uma boa gestão do pavimento asfáltico, um cuidado que não está restrito à malha rodoviária, mas pode ser tomado também em relação à malha viária urbana. “A boa gestão do pavimento exige uma série de atividades coordenadas, o que exige planejamento”, observou, acrescentando que toda decisão deve considerar a melhor maneira de utilizar a verba disponível em um determinado período de tempo. “É necessário fazer um mapeamento da rodovia para descobrir onde estão os problemas e, a partir disso, priorizar os trechos de acordo com a verba disponível e o grau de intervenção que precisa ser feito, e isso exige o desenvolvimento de projetos estrutural e funcional para identificar a melhor solução para o problema verificado”, explicou.

Neste sentido, a coordenadora do Centro de Pesquisas apontou que os equipamentos que permitem hoje escanear toda pista, além de registrar os problemas de pavimentação de modo muito mais rápido e preciso, fornecem aos técnicos elementos que possibilitam uma avaliação bem mais segura do quadro apresentado. “Com isso deixamos de lado o ‘achismo’ e entramos no campo da certeza”, argumentou.

Inaugurado em 2011, o Centro de Pesquisas Rodoviárias tem um custo anual de 2,5 milhões de reais e já realizou até hoje mais de 13 mil ensaios de controle de qualidade do asfalto. Boa parte do conhecimento produzido é compartilhado por meio da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).