O presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM), João Antonio, e o conselheiro Mauricio Faria foram ouvidos na terça-feira (5/6) pelos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito que discute os contratos das Organizações Sociais de Saúde (CPI das OSS), instalada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Somente na capital paulista, em 2017, as unidades receberam R$ 5 bilhões em recursos públicos, sendo R$ 1 bilhão a mais que em relação a 2016. Segundo o presidente João Antonio, 80% desse total foram gastos com o quadro de servidores.
De acordo com o conselheiro Maurício Faria, essas organizações para a saúde pública são mais do que complementares à rede municipal, sendo que, dos 1.341 serviços oferecidos, 778 são geridos por elas. Para ele, o problema das OSS está na falta de acompanhamento direto pela Secretaria Municipal da Saúde. “Não houve diretrizes e nem fiscalização dos recursos transferidos”, afirmou.