Analista da Comissão de Valores Mobiliários aborda educação financeira no TCMSP Notícias

04/10/2019 17:30

A Escola de Gestão e Contas Públicas do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) organizaram, na quarta- feira (02/10), um evento com o intuito de orientar o público interessado sobre como investir no mercado financeiro. A palestra ‘’O Mercado de Capitais’’, realizada no dia 2/10, foi apresentada por Paulo Roberto Portinho de Carvalho, que é analista de Mercado de Capitais da CVM e professor do Núcleo de Educação Continuada da Mackenzie  – Rio

A data não foi escolhida ao acaso, pois na segunda-feira (30/09) começou a terceira edição da Semana Mundial do Investidor (World Investor Week), que irá até domingo (6/10). O evento transcorreu com foco na proteção e educação financeira do investidor.

Paulo Roberto Portinho de Carvalho fez uma análise do comportamento financeiro do brasileiro e ressaltou que é de extrema importância diversificar fontes de renda para aposentadoria para não depender somente do governo. “É importante ter uma postura menos conservadora e investir em renda variável, por exemplo, e não somente em renda fixa. Tudo, claro, considerando o perfil e a capacidade de cada um para assumir riscos. Acredito que a cultura do baixo risco e de pouca perda fez com que o brasileiro entrasse no ciclo de desinformação, se tornando adepto de aplicações mens rentáveis, como poupança e fundos DI. É isso que devemos mudar’’, explicou o especialista.

Salientou, ainda, que os jovens não são instruídos com antecedência e futuramente serão esses mesmos jovens que começarão a se preocupar faltando apenas 10 anos de contribuição ‘’No mundo ideal o correto seria que os jovens se preocupassem com sua aposentadoria desde muito cedo, mas isso ainda não é uma realidade’’, avaliou ele.

Destacou que para os empresários e o público em geral, usualmente a queda nos juros representa um clima favorável, mas os cortes na taxa Selic na verdade vêm acompanhados de um aumento da incerteza. Principalmente para o investidor em renda fixa, em especial para aqueles investidores com planos de longo prazo ou que usam os investimentos para geração de renda. Complementa ‘’A aversão ao risco deverá permanecer alta e vamos descobrindo que “dinheiro mais barato” não é sinônimo de “dinheiro mais acessível”.

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