Pesquisa da Rede Nossa São Paulo avalia relação do paulistano com os diferentes modais Notícias

11/09/2019 13:30

A Rede Nossa São Paulo lançou na última terça-feira (10/09) a pesquisa “Viver em São Paulo: Mobilidade Urbana” que neste mês de setembro estudou as diferentes formas que o paulistano opta para seu deslocamento diário e como as tarifas influenciam em sua decisão. Divulgada mensalmente pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o IBOPE Inteligência e nesta edição com o apoio do MobCidades, a pesquisa, realizada nos dias 03 e 19 de agosto de 2019, tem como base 800 entrevistas feitas com moradores do município com mais de 16 anos.

De acordo com a pesquisa, a delonga na espera do ônibus e em seu percurso é uma preocupação para a maioria dos cidadãos, pois o tempo médio analisado é de 21 minutos e a trajetória das pessoas entrevistadas (58%) é de até 2 horas por dia até seu ofício. Porém, apesar dos paulistanos avaliarem negativamente a atuação da administração municipal e estadual, é possível constatar que nos últimos três anos houve uma queda acumulada de 33 minutos, sendo 10 minutos só ano passado.

Os moradores do Centro apresentam o menor tempo médio de deslocamento para realização da atividade principal, enquanto os das regiões Leste e Sul os maiores, sendo estes os meios de transporte mais utilizados: ônibus (47%) e em segundo lugar carro (20%). Posteriormente, metrô (12%), deslocamento a pé (6%), transporte particular como Uber, 99 Pop e outros (5%), trem (4%), bicicleta (2%), ônibus intermunicipal (1%) e motocicleta (1%).

A opção pelo transporte alternativo parece não estar na rotina dos residentes em São Paulo, pois 88% não utilizam patinete, porém o acesso aos aplicativos e à tecnologia sim, 6 em cada 10 entrevistados solicitam táxi ou transporte particular via celular, 60% para solicitar taxi ou transporte particular como Uber, SPTaxi e Cabify. 27% voltados ao ônibus (consulta de horários de chegada e partida, itinerário, tempo de trajeto, etc), como Cadê o ônibus. Em seguida com 12% para aluguel/uso de patinete, como Yellow e Grin e 5% para aluguel/uso de bicicleta, como Yellow, Bike Itaú, etc.

A experiência com o estudo aponta vários possíveis caminhos para uma posterior mudança e melhoria para a rede de transporte pública, sendo este um direito social garantido pela Constituição Federal. Como por exemplo, a devida atenção aos ônibus que continua sendo o meio de transporte mais utilizado na cidade, problemas como lotação, preço, frequência e, consequentemente, pontualidade precisam ser tratados com atenção pela administração pública. A qualidade de vida do paulistano urbano também é afetada, pois o valor da tarifa é um fator impeditivo para se deslocarem pela cidade: sete em cada dez paulistanos deixam de fazer, sempre ou às vezes, pelo menos uma das atividades avaliadas na pesquisa.

 

Veja a pesquisa inteira aqui